quarta-feira, 21 de julho de 2010

" HAROLD LLOYD "


Harold Lloyd (Burchard, Nebraska, 20 de abril de 1893- Beverly Hills Los Angeles, Califórnia, 8 de março de 1971), foi um ator de cinema norte-americano. Criou um tipo cômico de grande sucesso na era do cinema mudo americano.Fez 206 filmes durante a sua carreira, a grande maioria na era do cinema mudo, sendo considerado, junto com Charles Chaplin e Buster Keaton, um dos maiores comediantes da época. Até o final dos anos 30 fez filmes com menos freqüência e no final dos anos 40 protagonizou seu último filme e se aposentou, mas no começo dos anos 60 dirigiu sem créditos um filme que era uma compilação de cenas de seus antigos filmes.
No início de sua carreira, Harold Lloyd poderia se considerado só mais uma imitação de Chaplin, mas com roupas apertadas. Com o tempo, acabou trocando o bigodinho por um chapéu de palha e um óculos tartaruga, com certa elegância; "pouco inteligente mas afortunado" poderia ser o lema do personagem. Representava o americano médio confrontado pela freneticidade da urbanização: arranha-céus, negócios, médicos charlatões. Em Safety Last, "o garoto" (como é chamado no filme) que, pelo desenrolar da trama, começa a escalar um edifício pelo lado de fora e não tem como descer, nem consegue penetrar por uma janela - precisa continuar a subir e, numa dessas, para não cair, agarra-se ao ponteiro de minutos do relógio na torre do prédio. Uma personalidade baseada na ausência de personalidade.

Seu personagem - o jovem franzino, de óculos, chapéu de palha e terno, não necessariamente tímido, mas sempre desastrado - combinava uma certa densidade psicológica, tipo Chaplin, com uma inacreditável destreza física, tipo Keaton. Só em 1919 descobriu o fator decisivo para seu personagem: os óculos. Esta foi sua originalidade: criou um personagem absolutamente comum e apagado (sempre chamado Harold - no Brasil, Haroldo), a quem aconteciam as situações mais incomuns e que o faziam, sem querer, transformar-se em um super-homem. Dos 58 minutos de For Heaven's Sake (1926), 30 são um corre-corre desenfreado, com Harold atraindo para si todos os bandidos e policiais da cidade a fim de levá-los para a sede de uma missão tipo Exército da Salvação.
Harold Lloyd representa, de certa forma um microcosmo do que a comédia manifesta: o reconhecimento da platéia no ridículo, a luta com o objeto.

" BUSTER KEATON "


Buster Keaton, nome artístico de Joseph Frank Keaton Jr., (Piqua, 4 de Outubro de 1895 – Woodland Hills, 1 de Fevereiro de 1966), foi um ator e diretor americano de comédias mudas, considerado o grande rival de Charlie Chaplin.

Nascido no mundo do vaudeville, (mistura de teatro e circo muito popular nos Estados Unidos) em fins do século XIX, Keaton começou sua carreira artística participando de um número com seus pais chamado Os três Keatons onde a grande piada era como disciplinar uma criança mal-educada. Depois de algum tempo fazendo pontas em filmes, em 1920 Buster começou a dirigir seus primeiros curtas.

O humor nos filmes de Buster Keaton, basicamente, se fazia através das chamadas gags; corridas, quedas, fugas. Uma das grandes inovações de Keaton, no entanto, é o fato de sua comédia se basear num personagem impassível, que mantém as mesmas feições diante dos fatos ocorridos. Isso explica os apelidos dados a ele pelos críticos; O Grande cara de pedra e O homem que nunca ri. Em Portugal(e Espanha)era conhecido por "Pamplinas". Keaton percebeu que ao não modificar sua expressão, o espectador projetaria suas aspirações sentimentais, sensoriais e morais. Assim, pode-se afirmar que, de certa forma, ele pré-concebeu intuitivamente a famosa Experiência Kuleshov.

Em O Homem das novidades, Keaton interpreta um fotógrafo que, para se aproximar da bela secretária do cinejornal da MGM, troca sua câmera fotográfica por uma câmera de cinema e se torna um cinegrafista. O filme discute o cinema e a relação entre ficção e realidade no momento derradeiro do cinema mudo, através de organização caótica dos elementos.

Buster Keaton durante a I Guerra Mundial.Foi o primeiro filme de Keaton na MGM, tempo que este gostaria de esquecer, uma vez que o grande comediante da época se tornou um mero ator assalariado, sem nenhuma independência artística, no recém formado estúdio. No começo da década de 1930, passa por uma fase de decadência, por ter assinado um contrato com o estúdio Metro pelo qual perde o controle sobre o conteúdo criativo de seus filmes e tem de aceitar roteiros impostos pelo estúdio.

terça-feira, 20 de julho de 2010

" FATTY ARBUCKLE "


Roscoe Conkling Arbuckle (Smith Center, Kansas, 24 de Março de 1887 –
Nova Iorque, 29 de Junho de 1933), também conhecido como Fatty Arbuckle (no Brasil, Chico Bóia) foi um comediante do cinema mudo norte-americano, diretor e roteirista. Arbuckle é famoso por ter sido um dos mais populares atores de sua era, no entanto, ele é mais lembrado por uma largamente divulgada perseguição criminal que acabou com sua carreira. Apesar de ele ter sido absolvido por um júri com pedido de desculpas escrito, o escândalo do processo arruinou o ator, que ficou desde então mais de dez anos fora das telas.

Nascido em Smith Center, Kansas, filho de Mollie e Willian Goodrich Arbuckle,
desde cedo teve contato com palcos da comédia Vaudeville, principalmente em Idora Park, Oakland, Califórnia. Um de seus primeiros mentores foi o comediante Leon Errol. Estreou no cinema na Companhia Selig Polyscope (Selig Polyscope Company) em Julho de 1909. Até 1913, Arbuckle participou de algumas das películas curtas da companhia Selig, daí foi trabalhar na Universal Pictures, onde alcançou sucesso nas comédias policiais do produtor-diretor Mack Sennet, dono da Keystone Film Company.
Arbuckle era também um cantor talentoso. Depois que Enrico Caruso o viu cantar, pediu encarecidamente ao comediante "deixe esse trabalho sem sentido que você faz para viver (as comédias em que atuava). Um pouco de treino pode fazer de você o segundo maior cantor do planeta."
Em 6 de agosto de 1908, ele se casou com Araminta Estelle Durfee (1889 - 1975), filha de Charles Warren Durfee e Flora Adkins. Araminta participou de grande número de filmes nos primeiros anos da comédia muda, com o nome de Minta Durfee, muitos dos quais ao lado de Fatty Arbuckle.

Apesar de ser corpulento, Arbuckle era bastante ágil e acrobático.
Da primeira reunião que teve com Arbuckle, Mack Sennet lembrou, certa vez, que "ele subiu a escada saltando com a delicadeza de Fred Astaire" e "sem avisar, deu um leve passo de pluma, bateu palmas e realizou um mortal para trás, com a graça de uma ginasta". As comédias em que atuou eram rápidas e deleitosas, tinham muitas cenas de perseguição e várias piadas visuais. Arbuckle era um representante das famosas "tortas na cara" um clichê das comédias mudas que se tornou posteriormente símbolo da era do cinema mudo, especialmente do gênero comédia. A primeira vez que se tem notícia do uso dessa piada foi no filme "A noise from the Deep"
(Barulho das profundezas), lançado em junho de 1913 pela Keystone, estrelando Fatty Arbuckle e sua parceira de muitos filmes, Mabel Normand.
Em 1914, a Paramount fez uma oferta jamais vista no cinema até então: 1.000 dólares por dia mais 25% de todos os lucros, além de ter liberdade artística. Os filmes davam tanto lucro que, em 1918, eles ofereceram um contrato de 3 milhões de dólares por três anos.
Arbuckle não gostava de seu nome/apelido artístico. O nome Fatty (Gordão) remete ao tamanho de seu corpo. No Brasil, o personagem de Arbuckle ficou conhecido como Chico Bóia – é bem provável que ele também não fosse gostar dessa alcunha, caso dela tomasse conhecimento. Quando Arbuckle interpretava uma personagem feminina, o nome era "Miss Fatty" (Senhora Gordona) – como no filme "Miss Fatty's seaside lovers" (Amantes de praia da Senhora Gordona). Arbuckle não permitia a seus colegas que lhe chamassem pelo apelido fora das telas.

O Escândalo

Fatty ArbuckleNo alto de sua carreira, Arbuckle era contratado da Paramount, ganhando 1 milhão de dólares por ano – o primeiro contrato multimilionário de um estúdio de Hollywood. Ele trabalhou incessantemente, chegando a filmar três longas-metragens de uma só vez. Em 3 de setembro de 1921, Arbuckle tirou uma pequena folga e foi para São Francisco com dois amigos, Lowell Sherman (ator e diretor) e o câmera Fred Fischbach. Os três se registraram no Saint Francis Hotel e convidaram muitas mulheres para uma festa na suíte deles. Durante a "festinha", uma aspirante a atriz de 30 anos, chamada Virginia Rappe, se sentiu muito mal e foi examinada pelo médico do hotel, que concluiu que os sintomas eram causados por intoxicação.

Virginia morreu três dias depois de inflamação no peritônio – membrana serosa que cobre as paredes abdominais – causada pela ruptura de um órgão. A companhia de Virginia na festa, Maude Delmont, disse no júri que Arbuckle de alguma forma perfurou o órgão da mulher enquanto a estuprava. Não muito tempo depois, em entrevista coletiva, Al Semnacker, empresário de Virginia, acusou Arbuckle de usar uma pedra de gelo para simular sexo com ela, o que teria levado, mais tarde, às agressões. Quando o fato chegou às manchetes, o objeto usado por Arbuckle era uma garrafa de coca-cola ou champanhe e não o gelo reportado por Semnacker. De fato, testemunhas atestaram que Arbuckle passou gelo na região do estômago de Virginia para aliviar a dor abdominal. Arbuckle tinha certeza de que não havia nada para ele se envergonhar, e negou qualquer deslize de conduta. Posteriormente, Maude Delmont fez uma [declaração à polícia incriminando Arbuckle, em uma tentativa de extorquir dinheiro dos advogados do acusado, mas o problema rapidamente saiu do controle dela.

A carreira de Roscoe Arbuckle é citada por alguns historiadores do cinema como uma das grandes tragédias de Hollywood. Seu [processo] foi um grande evento midiático. Muitas histórias sensacionalistas saíam nos jornais do conglomerado de comunicação do magnata Willian Randolph Hearst espalhados por todo o país], quase sempre fazendo Arbuckle parecer culpado. O escândalo destruiu sua carreira e vida pessoal. Grupos moralistas clamavam pela condenação de Arbuckle à morte. Enquanto isso, executivos dos estúdios de Hollywood ordenaram que os amigos de Arbuckle na indústria] não se manifestassem publicamente a favor dele. Na ocasião, Chaplin estava na Inglaterra. Buster Keaton veio em defesa do amigo e declarou que Arbuckle era a "alma mais gentil que ele havia conhecido". O ator de cinema Willian S. Hart, que nunca trabalhou com Arbuckle, fez declarações públicas presumindo a culpa de Arbuckle no caso.

O promotor era o advogado do distrito de São Francisco Mathew Brady, que estava comprometido a conseguir uma condenação por estupro, e usá-la como trampolim para se eleger governador do estado, cargo para o qual pretendia se candidatar. Nesta época, Mathew fez pronunciamentos públicos declarando Arbuckle culpado e ainda forçou testemunhas a darem depoimentos falsos.

Durante a audiência e não obstante a tendência do juiz para absolver Arbuckle, Mathew Brady não permitiu que a única testemunha de acusação, Maude Delmont, depusesse. Maude tinha uma longa ficha criminal, que incluía, entre outros delitos, bigamia, fraude e extorsão. A defesa também dispunha de uma carta escrita por Delmont admitindo um plano para extorquir Arbuckle. A mudança constante da história que Maude contava sobre o acontecido era outro fator que diminuiria ainda mais a importância de seu depoimento]perante o juiz. No parecer final, o juiz demoliu cada pedaço das evidências apresentadas pela promotoria e terminou dando uma lição no promotor por ter levado um caso tão fraco à audiência]. O juiz não encontrou evidência de estupro, mas decidiu que Arbuckle deveria ser processado por homicídio culposo – sem intenção de matar.

VIDA APÓS O ESCÂNDALO

Em 27 de janeiro de 1925, ele se divorciou de Araminta Estelle Durfee, em Paris.
No mesmo ano, em 16 de maio, Arbuckle se casou novamente.
Desta vez com Doris Diane.
Arbuckle tentou voltar à produção cinematográfica, mas a indústria resistia em distribuir seus filmes. Ele se entregou ao alcoolismo. Nas palavras de sua esposa, "Roscoe parecia conseguir consolo e conforto em uma garrafa". Buster Keaton tentou ajudar Arbuckle, dando a ele trabalho em alguns dos filmes que estrelava. Arbuckle escreveu a história de um curta de Keaton chamado "Daydreams". É comprovado que Arbuckle dirigiu algumas cenas do filme de Keaton, "Sherlock, Jr", mas não é certo quanto deste material foi usado na versão final.

Arbuckle também dirigiu grande número de comédias curtas dos estúdios Educational Pictures, sob o pseudônimo de Willian Goodrich. Os filmes eram estrelados por atores menos conhecidos do público. Louise Brooks, que interpretou a mocinha ingênua de um dos filmes dessa época (Windy Rilley goes Hollywood, 1931), certa vez disse à Kevin Brownlow, "Ele não fez nenhum esforço para dirigir este filme. Ele sentava em sua cadeira como um homem morto. Ele tem sido muito gentil e docemente mórbido desde o escândalo que arruinou sua carreira. Mas, para mim, era incrível trabalhar neste filme fadado ao fracasso, tendo em vista que meu diretor era o grande Roscoe Arbuckle. Oh, eu pensei: ele era magnífico nos filmes. Ele era um dançarino maravilhoso. Era como flutuar nos braços de uma grande rosquinha – muito prazeroso." Em 1929, Doris Diane pediu o divórcio em Los Angeles. Em 21 de junho de 1931, Roscoe se casou com Addie Oakley Dukes McPhail, em Erie, Pensilvânia. Logo depois desse casamento, Arbuckle assinou um contrato com Jack Warner para estrelar seis comédias da Vitaphone usando seu próprio nome.

Estes filmes da Vitaphone, rodados no Brooklyn, constituem os únicos registros de sua voz. O comediante do cinema mudo Al St. John (sobrinho de Arbuckle) e os atores Lionel Stander e Shemp Howard também fizeram parte do elenco destes filmes, que fizeram grande sucesso nos Estados Unidos. Apesar disso, quando os irmãos Warner tentaram lançar os filmes na Grã-Bretanha, o [Conselho Britânico de Cinema usou o escândalo de dez anos antes para negar o certificado de exibição.

Roscoe Arbuckle terminou de filmar seu último longa em 28 de junho de 1933. Já no dia seguinte, entraria vigor outro contrato para ele fazer mais um longa-metragem com a Warner. Finalmente, a reputação profissional de Arbuckle estava restaurada, e ele era bem vindo novamente ao mundo que amava. Na ocasião do final da gravação, Arbuckle disse à imprensa: "Este é o melhor dia de minha vida". A excitação deve ter sido muito grande para ele, que morreu naquela noite, após sofrer um ataque fulminante do coração. Ele tinha 46 anos. Foi cremado e suas cinzas foram jogadas no Oceano Pacífico.

" MACK SENNETT "


Mack Sennett, nascido Michael Sinnott (Richmond, 17 de janeiro de 1880 — Los Angeles, 5 de novembro de 1960) foi um produtor, roteirista, ator e diretor de cinema estadunidense nascido no Canadá, na província de Quebec.
Era conhecido como The King of Comedy ("O Rei da Comédia").
Era filho de imigrantes irlandeses católicos. Quando Sennett tinha 17 anos,
a família mudou-se para Connecticut, nos Estados Unidos.
Fundou, em 1912, os Estúdios Keystone, responsável pela popularização dos filmes mudos de comédia e de atores como Fatty Arbuckle, Mack Swain,
Charles Chaplin e pelos The Keystone Kops.
Sennett considerava-se um comediante e frequentemente aparecia nos filmes que dirigia. Os atores de sua companhia, por outro lado,
o consideravam péssimo ator e tentavam dissuadí-lo de atuar como ator.
Recebeu um Oscar em 1935 em reconhecimento à sua grande influência
na popularização dos filmes de comédia.
Morreu aos 80 anos de idade, e foi enterrado no Holy Cross Cemetery em Culver City, na Califórnia.

" CHARLEY CHASE "


Charley Chase, nascido Charles Joseph Parrott (20 de outubro de 1893 -
20 de junho de 1940), foi um humorista estadunidense.

" OLIVER HARDY "


Oliver Hardy (Harlem, Georgia, EUA, 18 de janeiro de 1892 –
Los Angeles, Califórnia, EUA, 7 de agosto de 1957) foi um ator cômico estadunidense que formou, ao lado de Stan Laurel, a famosa dupla Laurel and Hardy
(“O Gordo e o Magro”), que atuou desde a época do cinema mudo até 1957.
Seu pai, Oliver, era veterano dos Estados Confederados da América, tendo sido ferido na Batalha de Antietam, em setembro de 1862. Após sua baixa, Oliver Hardy foi eleito Tax Collector pelo estado de Columbia. Sua mãe, Emily Norvell, filha de Thomas Benjamin Norvell e Mary Freeman, era descendente do Capitão Hugh Norvell de Williamsburg, Virgínia. Sua família chegou à Virgínia antes de 1635, e o casamento de Oliver (o terceiro) e Emily, que era viúva, foi em 12 de março de 1890.
A família se mudou para Madison em 1891, antes do nascimento de Norvell.
É provável que tenha nascido em Harlem, apesar de algumas fontes darem como seu local de nascimento a cidade de sua mãe, Covington. Seu pai morreu um ano após Norvell nascer, e era o mais novo de cinco filhos.
Sua mãe tentou com que Hardy frequentasse a University of Georgia, em 1912, para estudar leis, mas não há comprovação de que ele tenha feito isso.
Hardy foi para a Milledgeville Military Academy e, aos 13 anos, para a Young Harris College, no norte da Geórgia. Desde cedo Hardy mostrava interesse por música e teatro, e participou de um grupo teatral; sua mãe reconheceu seu talento musical, e o enviou para Atlanta, com o objetivo de estudar música e canto com o professor Adolf Dahm Patterson, mas Hardy eventualmente cantava no Alcazar Theater, um cinema, decidindo depois voltar para Milledgeville.
Em 1910, Hardy começou a se apresentar como "Oliver Norvell Hardy", sendo que o primeiro nome era um tributo ao seu pai. Ele aparece com esse nome no censo de 1910, e a partir de então passa a usar o nome Oliver Hardy.

Carreira

Em 1910, um cine-teatro foi aberto na cidade de Milledgeville, onde morava Hardy, e ele começou a trabalhar em várias funções: projeção, bilheteria, gerência. Tornou-se obsessivamente interessado na indústria do cinema, e um amigo sugeriu que fosse para Jacksonville, Flórida, onde estavam sendo feitos alguns filmes. Durante o ano de 1913, Hardy cantava em um cabaret à noite, e trabalhava no Lubin Studios durante o dia. Nessa época, casou com sua primeira esposa, a pianista Madelyn Saloshin.
Em 1914, fez seu primeiro filme, Outwitting Dad, para a Lubin Studios. Foi creditado como O. N. Hardy; na sua vida pessoal, porém, era conhecido como “Babe” Hardy, um apelido que tinha lhe sido dado por um barbeiro italiano. Em muitos dos filmes da Lubin, ele foi creditado como “Babe Hardy”.
Hardy e Stan juntos pela primeira vez, em The Lucky DogEm 1915, Hardy já fizera 50 filmes curtos para a Lubin Studios. Posteriormente, mudou-se para Nova York e fez filmes para a Pathé, Casino e Edison Studios. Voltou depois a Jacksonville, Flórida e fez filmes para Vim and King Bee Studios. Trabalhou com Charlie Chaplin e com a atriz de comédias Ethel Burton Palmer, durante esse tempo. Em 1917, Oliver Hardy se mudou para Los Angeles, trabalhando de free-lancer para alguns estúdios de Hollywood.

Trabalhou depois em The Lucky Dog, produzido por G.M. (“Broncho Billy”) Anderson e estrelando um jovem ator britânico chamado Stan Laurel[1]. Foi a primeira vez que Laurel e Hardy trabalharam juntos.
Entre 1918 e 1923, Oliver Hardy fez mais de 40 filmes para a Vitagraph, ao lado de Larry Semon. Em 1919, separou-se de sua esposa, e em 1921, casou com a atriz Myrtle Reeves. O casamento não foi feliz, e Hardy eventualmente começou a beber.
Em 1924, Hardy começou a trabalhar para a Hal Roach Studios com os filmes da série Our Gang e com Charley Chase. Em 1925, ele fez o filme Yes, Yes, Nanette!, estrelando James Finlayson, que mais tarde faria muitos papéis característicos nos filmes de Laurel and Hardy. O filme foi dirigido por Stan Laurel.

Em 1926, Hardy foi chamado para Get’Em Young, mas foi hospitalizado após uma queimadura, e Laurel foi recrutado para o filme. Posteriormente, Laurel e Hardy apareceram num mesmo filme, 45 Minutes from Hollywood, interagindo em algumas cenas.

Em 1927, Laurel e Hardy apareceram juntos em Slipping Wives, Duck Soup e With Love and Hisses. O diretor supervisor do Roach Studios, Leo McCarey, observou em uma apresentação a reação da platéia, e começou a colocá-los juntos, criando assim a mais famosa dupla de humoristas da história do cinema.

Em 1936, a vida pessoal de Hardy sofreu um golpe, ao se divorciar de Myrtle. Enquanto esperava a resolução de problemas contratuais entre Stan Laurel e Hal Roach, Hardy fez Zenobia com Harry Langdon. A dupla foi convidada, posteriormente, pela General Services Studio para fazer The Flying Deuces. Enquanto faziam o filme, Hardy se apaixonou por Virginia Lucille Jones, com quem casou em seguida.

Após muitos filmes com Roach, os dois, em 1940, formaram companhia própria, a Laurel and Hardy Feature Productions, mas não fizeram filmes, e sim excursionaram pelo país com o show “The Laurel and Hardy Revue”.

Em 1949, John Wayne, amigo de Hardy, convidou-o a participar do filme The Fighting Kentuckian; inicialmente hesitante, Hardy aceitou. Posteriormente, Frank Capra o convidou para Riding High, com Bing Crosby, em 1950.

Posteriormente, a dupla fez filmes para a 20th Century Fox, MGM e finalmente fez “Atoll K” (“A Ilha da Bagunça”), para produtoras européias, em 1950,
encerrando sua carreira.

O GORDO E O MAGRO
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Morte de Hardy

Em maio de 1954, Hardy teve um infarto do miocárdio; em 1955, a dupla foi contratada, juntamente com Hal Roach, Jr., para uma série de TV baseada na fábula da Mother Goose (“Mamãe Ganso”), Laurel and Hardy's Fabulous Fables, mas desta vez foi Laurel, porém, que sofreu um AVC, com uma lenta convalescença. Hardy teve um AVC em 15 de setembro de 1956, ficando paralizado e acamado por vários meses, sem falar e se mover.

Em 7 de agosto de 1957, Oliver Hardy morreu, aos 65 anos. Laurel não compareceu ao seu funeral, pois estava trabalhando em "Babe Would Understand". Laurel decidiu, a partir de então, não mais trabalhar sem o seu amigo de tanto tempo, e passou a escrever para comédias. Os amigos diziam que Laurel ficara totalmente arrasado após a morte de Hardy, sem nunca ter se recuperado.

" STAN LAUREL "


Stan Laurel, nascido Arthur Stanley Jefferson,
(Ulverston, Lancashire, Inglaterra, 16 de junho de 1890 —
Santa Mônica, Califórnia, EUA, 23 de fevereiro de 1965)
foi um ator cômico, escritor e diretor norte-americano,
nascido na Inglaterra. Tornou-se famoso principalmente por seu trabalho
com Oliver Hardy, com o qual formou a dupla cômica O Gordo e o Magro.

Filho de um empresário teatral, Stan estreou no palco após completar seus estudos na King James Gramar School, em Bishop Auckland, na The King's School, em Tynemouth, e por um tempo na Rutherglen Academy. Sua primeira performance foi no Britannia Panopticon, em Glasgow, Escócia, aos 16 anos de idade.
Viajou com várias companhias de teatro pelo país, até entrar na “trupe” de Fred Karno, em 1910, da qual fazia parte Charles Chaplin. Chegou a ser “substituto” de Chaplin numa pantomima, Mumming Bird, a qual foi levada por Karno para os Estados Unidos, sob o título “A Night at an English Music Hall”.
Stan conheceu então Mae Dahlberg, que exerceria grande influência em sua vida. Stan, que até então era creditado como Stan Jefferson, adotou o nome Laurel, por sugestão de Mae, que trabalhou com ele em seu primeiro filme, “Nuts in May”, em 1917, uma produção independente de Adolph Ramish, assinando contrato com a Universal. Ele e Mae jamais casaram, mas chegaram a viver um tempo maritalmente, e em muitos filmes ela foi creditada como Mae Laurel.

A partir dessa época, Stan trabalhou como “free lancer” para vários estúdios, e entre seus trabalhos estava “Lucky Dog”, na qual Oliver Hardy participava num pequeno papel. Essa foi a primeira vez que trabalharam juntos. Seu nome passou a ser conhecido com as paródias de filmes populares feitas na época, entre elas
“The Soilers” e “Under Two Jags”, em 1920, “Mud and Sand” em 1922, e
“Dr. Prycle and Mr. Pryde”, em 1925.

Em 1924, Stan assinou um contrato com Joe Rock, para doze comédias, mas uma das cláusulas estipulava que Dahlberg não poderia aparecer em nenhum de seus filmes. Em 1925, julgando que Dahlberg estava interferindo na carreira de Stan, Rock ofereceu a ela uma passagem só de ida para a Austrália, e ela aceitou. Em 1926, Stan casou pela primeira vez, com Lois Nielson; posteriormente, casou mais três vezes. Em 1928, Stan teve uma filha com Lois, que recebeu o mesmo nome da mãe. Stan teve também um filho, que morreu dez dias após nascer, em 1930 .
Laurel posteriromente se divorciou de Lois e casou com Virginia Ruth Rogers em 1935, e em 1938, divorciou-se para casar com Vera Ivanova Shuvalova ("Illeana"). Em 1941, voltou a casar com Virginia Ruth Rogers.
Um boato dizia que Clint Eastwood seria seu filho. Isso é não é verdade, embora o rosto dos dois tenha semelhança. Eastwood afirma que este assunto é passado, mas que as vezes esta lenda ressurge.

Carreira

A partir de 1926, Laurel passou a trabalhar definitivamente com Hal Roach, como “gagman” e diretor. Em 1927, na companhia de Roach, Stan trabalhou em “Slipping Wives”, ao lado de Oliver Hardy, sendo sua primeira vez propositadamente juntos. A partir de então, os dois foram se destacando, e a dupla “O Gordo e o Magro” foi se constituindo, com a estréia oficial em 1927, com “Putting Pants on Philip”.
Durante os anos 30, Laurel esteve envolvido em uma disputa com Hal Roach, tendo o seu contrato terminado. Posteriormente, retornou para o Roach Studio. Após muitos filmes com Roach, os dois, em 1940, formaram companhia própria, a Laurel and Hardy Feature Productions, mas não fizeram filmes, e sim excursionaram pelo país com o show “The Laurel and Hardy Revue”.
Posteriormente a dupla fez filmes para a 20th Century Fox, MGM e finalmente fez “Atoll K” (“A Ilha da Bagunça”), para produtoras européias, em 1950,
encerrando sua carreira.
Em 1961, Stan recebeu um Oscar especial da Academia por seu
"pioneirismo criativo no campo da comédia cinematográfica."
Ele esteve envolvido em cerca de 190 filmes.

Laurel e Hardy

O GORDO E O MAGRO
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Morte de Hardy

Em maio de 1954, Hardy teve um infarto do miocárdio; em 1955, Hardy e Laurel planejavam fazer a série de TV Laurel and Hardy's Fabulous Fables, mas Laurel teve um AVC. Hardy teve um AVC em 15 de setembro de 1956, ficando paralizado e acamado por vários meses, sem falar e se mover.
Em 7 de agosto de 1957, Oliver Hardy morreu. Laurel não compareceu ao seu funeral, pois estava trabalhando em "Babe Would Understand". Laurel decidiu, a partir de então, não mais trabalhar sem o seu amigo de tanto tempo, e passou a escrever para comédias. Os amigos diziam que Laurel ficara totalmente arrasado
após a morte de Hardy, sem nunca ter se recuperado.

Morte de Stan

Stan viveu seus últimos anos em um apartamento no Oceana Hotel, em Santa Monica. Jerry Lewis era um dos muitos comediantes que o visitavam, aproveitando suas sugestões para a produção de The Bellboy (1960).
Faleceu vítima de um ataque cardíaco, aos 74 anos.
Seu corpo está enterrado no Forest Lawn- Hollywood Hills Cemetery, em Los Angeles.

" MAX LINDER "


Max Linder (Gabriel Leuvielle)
(Saint-Loubés, 1883 - Paris, 1925) foi um ator de cinema francês
da era do cinema mudo.
Max Linder pode ser considerado o pai da primeira geração de comediantes do cinema norte-americano, especialmente de Chaplin, que o estudou profundamente.
Sua linguagem, ainda incipiente, era a câmera parada acompanhando o que acontecia no quadro, o chamado “Teatro filmado”. Uso de poucos cenários, quando não um único.
Sua comicidade não se baseava em oscilação de extremos e no buslesco,
mas sim pelo movimento e uma fina observação psicológica na criação do personagem.

Depois de desenvolver e estudar diferentes personagens, Linder encontrou seu
“alter-ego cinematográfico” no personagem Max, um homem urbano, de chapéu e terno elegantes que constantemente se dava mal por ser um típico bon vivant e correr atrás de belas garotas. Com a criação de um personagem fixo Max Linder se tornou uma figura cômica, ou melhor, a primeira figura reconhecivel
ao público da história do cinema.
Como exemplo do estilo de Max Linder temos o curta-metragem Max et la doctoresse
(1909) no qual Max vai até o consultório de uma médica e, sem demora ou excentricidade nos movimentos, o público descobre as maliciosas
intensões do galante malandro.
Cometeu suicídio no auge de sua carreira. Seu verdadeiro nome era Gabriel Leuvielle Maximilien e fez sua primeira aparição no cinema em 1905. Foi o maior sucesso comediante do seu país e na Europa no período anterior à Primeira Guerra Mundial e da Aparecimento de Charles Chaplin, que mais tarde reconheceu como um discípulo.

Encarna um ilustre personagem de aparência, elegante no vestir
(que ele fez muito bem apreciado pelo público feminino da época, foi protagonista de algum tumulto durante suas aparições em publico), que se via atrapalhado com os mais insólitos enredos amorosos. O seu sucesso levou-o logo em 1912 a ser o actor mais bem pago em França. Já por nesta altura ensaiou a direcção de alguns filmes, actividade em que ele se mostrou igualmente hábil.
Foi chamado ás fileiras do exército do seu país durante a I Guerra Mundial, e nela, como muitos milhares de soldados, foi vítima dos gases asfixiantes utilizados durante a guerra. A sua participação no conflito deixou-lhe feridas físicas e emocionais que alteraram a sua saúde e prejudicaram a sua carreira cinematográfica. O boato da sua morte nas trincheiras tinha provocado no seu publico, entretanto, uma verdadeira histeria.

Em 1916, mudou-se para os Estados Unidos contratado pela Essanay Studios, que também contava entre os seus actores com Charles Chaplin, que já conhecia. Sem o sucesso que esperava, ele retornou à França em 1918.
Protagoniza três filmes num segundo retorno a Hollywood em 1919, incluindo "L'étroit mosquetaire" (conhecida nos Estados Unidos como os The Three Must -Get-Theres, ambos jogos de palavras com o título da obra de Alexandre Dumas (pai ), Os Três Mosqueteiros).
De regresso ao seu país, Max Linder foi conduzido entre outros por Abel Gance em 1924num filme curioso, que combina comédia e horror: Au secours! (Help!), Onde podem apreciar-se os seus amplos dotes como actor.
Vítima frequente de depressão, que o levaram ao uso de drogas, fez um pacto suicida com sua esposa, a jovem Jean Peters, com quem tinha casado em 1923. Em 31 Outubro 1925 Max Linder cortou as veias da sua esposa, antes de fazê-lo a si.
Condenado por gerações posteriores a um quase total esquecimento, a apresentação em 1963, do filme Na Companhia Max Linder, reivindicando a sua obra a partir dos esforços de sua filha Maud Linder. O filme, narrado pelo famoso director francês René Clair, foi apenas o início de uma reavaliação do que fez Max Linder entre os grandes nomes do cinema mundial.

" DOUGLAS FAIRBANKS "


Douglas Fairbanks (Denver,23 de maio de 1883 —
Santa Mônica, 12 de dezembro de 1939)
foi um ator de cinema norte-americano.
Estreou em 1914, dirigido por D. W. Griffith, criando um personagem valente e sedutor. Foi um dos fundadores da United Artists, juntamente com Mary Pickford e Charles Chaplin. Destacou-se em Párias da Vida (1916), A Marca do Zorro (1920), Robin Hood (1922), O Ladrão de Bagdá (1924),
O Pirata Negro (1926), O Homem da Máscara de Ferro (1929).
Pai do ator Douglas Fairbanks Jr.
Douglas Fairbanks, nascido Douglas Elton Ullman, casou-se em 11 de julho de
1907 com a milionária Anna Beth Sully, de quem se divorciou em
1 de dezembro de 1918. Casou-se novamente em 28 de março de 1920 com
Mary Pickford, da qual se separou em 1933.
Casou-se pela terceira vez em 7 de março de 1936, com Lady Sylvia Ashley.

Filmografia Como Ator

The Private Life of Don Juan (1934) .... Don Juan
Mr. Robinson Crusoe (1932) .... Steve Drexel
Reaching for the Moon (1930) .... Larry Day
Terra Melophon Magazin Nr. 1 (1930) .... (episode "Welches ist ihr Typ")
The Taming of the Shrew (1929) .... Petruchio
The Iron Mask (1929) .... D'Artagnan
The Gaucho (1927) .... The Gaucho
The Black Pirate (1926) .... The Black Pirate
Ben-Hur: A Tale of the Christ (1925) (uncredited) .... Crowd extra in chariot race
Don Q, Son of Zorro (1925) .... Don Cesar Vega/Zorro
The Thief of Bagdad (1924) .... The Thief of Bagdad
Robin Hood (1922) .... Earl of Huntingdon/Robin Hood
The Three Musketeers (1921) .... D'Artagnan
The Nut (1921) .... Charlie Jackson
The Mark of Zorro (1920) .... Don Diego Vega/Zorro
The Mollycoddle (1920) .... Richard Marshall III, IV and V
When the Clouds Roll by (1919) .... Daniel Boone Brown
His Majesty, the American (1919) .... William Brooks
The Knickerbocker Buckaroo (1919) .... Teddy Drake
Arizona (1918) .... Lt. Denton
Sic 'Em, Sam (1918) .... Democracy
He Comes Up Smiling (1918) .... Jerry Martin
Bound in Morocco (1918) .... George Travelwell
Say! Young Fellow (1918) .... The Young Fellow
Mr. Fix-It (1918) .... Dick Remington
Headin' South (1918) .... Headin' South
A Modern Musketeer (1917) .... Ned Thacker
Reaching for the Moon (1917) .... Alexis Caesar Napoleon Brown
The Man from Painted Post (1917) .... 'Fancy Jim' Sherwood
Down to Earth (1917) .... Billy Gaynor
Wild and Woolly (1917) .... Jeff Hillington
In Again, Out Again (1917/II) .... Teddy Rutherford
All-Star Production of Patriotic Episodes for the Second Liberty Loan (1917)
The Americano (1916) .... Blaze Derringer
The Matrimaniac (1916) .... Jimmie Conroy
American Aristocracy (1916) .... Cassius Lee
Manhattan Madness (1916) .... Steve O'Dare
Intolerance: Love's Struggle Throughout the Ages (1916) (uncredited) .... Man on White Horse (French Story)
The Half-Breed (1916) .... Lo Dorman
Flirting with Fate (1916) .... Augy Holliday
The Mystery of the Leaping Fish (1916) .... Coke Ennyday
Reggie Mixes In (1916) .... Reggie Van Deuzen
The Good Bad Man (1916) .... Passin' Through
The Habit of Happiness (1916) .... Sunny Wiggins
His Picture in the Papers (1916) .... Pete Prindle
Double Trouble (1915) .... Florian Amidon/Eugene Brassfield
Martyrs of the Alamo (1915)
The Lamb (1915) .... Gerald

Como Produtor


Crime Over London (1936)
Mr. Robinson Crusoe (1932)
Reaching for the Moon (1930)
The Iron Mask (1929)
The Gaucho (1927)
The Black Pirate (1926)
Don Q, Son of Zorro (1925)
The Thief of Bagdad (1924)
Robin Hood (1922)
The Three Musketeers (1921)
The Nut (1921)
The Mark of Zorro (1920)
When the Clouds Roll by (1919)
His Majesty, the American (1919)
The Knickerbocker Buckaroo (1919)
Arizona (1918)
He Comes Up Smiling (1918)
Bound in Morocco (1918)
Say! Young Fellow (1918)
Mr. Fix-It (1918)
Headin' South (1918)
A Modern Affair (1917)
Reaching for the Moon (1917)
Down to Earth (1917)
In Again, Out Again (1918)

Como Escritor

The Good Bad Man (1916)
Down to Earth (1917)
Laugh and Live (1917)
The Man from Painted Post (1917)
Making Life Worth While (1918)
Arizona (1918)
Bound in Morocco (1918)
When the Clouds Roll by (1919)
His Majesty, the American (1919)
The Knickerbocker Buckaroo (1919)
The Mark of Zorro (1920)
The Mollycoddle (1920)
The Three Musketeers (1921)
The Nut (1921)
Robin Hood (1922)
The Thief of Bagdad (1924)
The Black Pirate (1926)
The Gaucho (1927)
The Iron Mask (1929)
Mr. Robinson Crusoe (1932)

Como Diretor

Arizona (1918)
Around the World in 80 Minutes with Douglas Fairbanks (1931)

" RODOLFO VALENTINO "


Rodolfo Valentino (6 de maio de 1895 - 23 de agosto de 1926)
foi um ator italiano radicado nos Estados Unidos da América.
Além de ser uma das estrelas mais populares dos anos 20
(e do cinema mudo consequentemente), foi o primeiro símbolo sexual do cinema e protótipo do "amante latino" fabricado por Hollywood.


Em 1913 imigrou da Itália para os Estados Unidos, tendo trabalhado como jardineiro e lavador de pratos.
Em 1918 fez pequenos papéis em Hollywood. Sua fotogenia e habilidade como dançarino lhe garantiram um lugar no elenco de Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse, em 1921, que o transformou em astro.
Morreu em consequência de uma úlcera, aos 31 anos de idade.
Diz a lenda que várias mulheres se suicidaram, desesperadas pela sua morte prematura.
Valentino nasceu Rodolfo Alfonso Raffaello Piero Filiberto Guglielmi em Castellaneta, Itália, de mãe francesa - Marie Berthe Gabrielle Barbin (1856 - 1919) -e Giovanni Antonio Giuseppe Fidele Guglielmi - veterinário morto pela malária quando Valentino tinha 11 anos . Ele possuía um irmão mais velho, Alberto (1892-1981),
uma irmã mais jovem chamada Maria, e uma irmã mais velha chamada Beatrice,
que morreu ainda pequena.

Quando criança, Valentino não era comportado e frequentemente seus pais
eram chamados pelos professores.
Após viver na cidade de Paris em 1912, ele retornou a Itália.
Incapaz de fixar-se em um emprego migrou para os Estados Unidos.

Nova Iorque

Chegando a Nova Iorque, Valentino logo ficou sem dinheiro e passou um tempo pelas ruas. Ele eventualmente arrumava alguns "bicos", seja como manobrista ou
como jardineiro.
Valentino teve uma amizade profunda com a famosa herdeira chilena Blanca de Saulles, casada com o proeminente homem de negócios John de Saulles, que tinha um filho com ele e era infeliz.
De qualquer maneira, não se sabe realmente se ela e Valentino tinham um relacionamento, mas quando ela pediu o divórcio, Valentino tomou partido de Blanca em relação a divisão de bens, que não havia sido feita corretamente.
Após o divórcio, John de Saulles usou suas conexões políticas e fez com que Valentino fosse preso, juntamente com Mrs. Thyme, uma conhecida madame, em "situação constrangedora não especificada". Como claramente as evidências foram forjadas, após alguns dias na cadeia a fiança de Valentino passou de $10,000 para $1,500.
Após o escândalo ser devidamente publicado, Valentino não conseguia mais emprego novamente. Pouco tempo depois, Blanca de Saulles entrou em desavença com o ex-marido sobre a custódia do filho. Temendo ser chamado como testemunha e fazer parte de outro escândalo, Valentino deixou a cidade e se juntou a um musical viajante,
que o levou à costa oeste.

Carreira Fílmica



Em 1917, Valentino juntou-se a uma companhia musical que viajou para Utah, onde ele acabou por se desvincular da mesma. Juntou-se então a Al Jolson na produção de Robinson Crusoe, viajando a Los Angeles. Em seguida foi a São Francisco com a peça Nobody Home. Lá, Valentino encontrou o ator Kerry Normando, que o convenceu a tentar uma carreira no cinema, ainda na época em que não havia cinema sonoro. Valentino, com Kerry como companheiro de quarto, voltou a Los Angeles e foi morar no hotel Alexandria. Continuou dançando, tendo como clientes mulheres mais velhas que lhe ofereciam luxos. Seu sucesso como dançarino o fez encontrar um quarto na Sunset Boulevard e começar ativamente a procurar papéis no cinema. Sua primeira participação foi no filme Alimony. Tendo participações menores em vários filmes, esforçou-se durante algum tempo para não ser somente chamado a fazer papéis de bandido ou gângster. Naquele tempo o maior astro era Douglas Fairbanks, com a tez justa e olhos claros, características que Valentino não possuía, e suplantado eventualmente por Sessue Hayakawa - o homem “exótico” mais popular.

Estrelato


Rodolfo Valentino


Em 1917 retorna a Nova Iorque para uma visita, e acaba por conhecer Paul Ivano,
que o ajudaria na carreira.
Ao viajar para Palm Springs, nas filmagens de Stolen Moments, Valentino leu a novela The Four Horsemen of the Apocalypse, de Vicente Blasco Ibáñez.
Procurando um papel diferente , descobriu que a Metro havia comprado os direitos de produção da história. Em New York, procurou o escritório da Metro para falar com June Mathis, que acabou por selar uma espécie de paz entre Valentino e o diretor do filme, Rex Ingram.



Os quatro cavaleiro do Apocalipse foi lançado em 1921, transformando-se um sucesso comercial e crítico. Foi uma das primeiras películas a dar lucro de mais de $1.000.000 , assim como 0 6º melhor filme da era, em termos de venda.
A Metro parecia pouco disposta a reconhecê-lo como estrela, provavelmente devido à falta de fé do diretor Rex Ingram nele. Assim, o estúdio recusou-se a lhe dar um aumento de $350 semanais pelo filme Os quatro cavaleiro do apocalipse.
Para que ele fizesse a continuação do filme, forçaram-no a participar de um filme B, chamado Uncharted Seas. E foi neste filme que Valentino conheceu
sua segunda esposa, Natacha Rambova.
Rambova, Mathis, Ivano e Valentino começaram a trabalhar no filme Camille , de Alla Nazimova. Valentino interpretou Armand, interesse do amor de Nazimova.



O filme, na maior parte controlado por Rambova e de Nazimova, foi considerada demasiado vanguardista por críticos da época.
O último filme de Valentino para a Metro foi The Conquering Power. A aclamação da crítica recebida pelo filme fez bem ao caixa do estúdio. Após o lançamento do filme, Valentino viajou a Nova Iorque para encontrar-se com vários produtores franceses. Com ânsia pela Europa, onde se pagava melhor e havia mais respeito, Valentino retornou e prontamente encerrou seu contrato com a Metro.

Sheik




Depois de encerrar seu contrato com a Metro, Valentino se decidiu pelo estúdio de Jesse Lasky, mais focado em filmes comerciais. Mathis então juntou-se a ele,
Ivano e Rambova.
Jesse Lasky pretendia capitalizar o sucesso de Valentino, e associou a ele o estereótipo do "Latin Lover". No filme The Sheik, Valentino interpretava o Sheik Ahmed Ben Hassan. O filme foi um sucesso e definiu não só a sua carreira, mas sua imagem e seu legado. Valentino tentou manter a distância do
estereótipo de homem árabe.
Famosos produtores conduziram mais quatro filmes nesse segmento durante os 15 meses seguintes. Seu papel em Moran of Lady Letty era tipicamente de Douglas Fairbanks, porém percebeu-se que o seu caráter combinava mais com ascendência espanhola.
O filme recebeu várias revisões, mas de qualquer maneira foi bem recebido.


Beyond the Rocks


Em novembro de 1921, Valentino trabalhou ao lado de Gloria Swanson em Beyond the Rocks, que possuía figurinos extravagantes. A revista Photoplay comentou que o filme era fora da realidade. Lançado em 1922, a película teve péssima aceitação da crítica. Anos depois de seu lançamento, Beyond the Rocks acabou sendo perdido, com exceção de um minuto de película. Em 2002, o filme foi "redescoberto" pelo museu holandês da película, e a versão restaurada foi liberada em DVD no ano de 2006.



Sangue e Areia (1922)


Também em 1922, Valentino começou a trabalhar com Mathis em outro filme, Blood and Sand ("Sangue e Areia"), co-estrelado por Lila Lee e Nita Naldi.
Valentino interpretava um toureiro, cujo nome era Juan Gallardo. Acreditando inicialmente que o filme seria rodado na Espanha, Valentino descobriu que o estúdio planejou o lançamento em Hollywood, e que o diretor e a produção haviam sido mudados.
Após o término das filmagens, Valentino casou com Rambova, que descobriu então que ele era bígamo.

Natasha Rambova e Rodolfo Valentino


A bigamia de Valentino se tornou um "sucesso" e o casal foi forçado a anular o casamento e se separar por um ano. Independente disso, o filme foi um sucesso, com críticas inclusive chamando o filme de obra prima. Blood and Sand se tornou um dos 4 mais rentáveis filmes de 1922, quebrando recordes de bilheteria, como por exemplo $37,400 em uma única vez no Rivoli Theatre.

Durante a separação forçada de Rambova, o par continuou trabalhando (separadamente) na produção de Mathis, The Young Rajah. Fragmentos deste filme ainda existem, tendo sido redescobertos em 2005. O filme não superou as expectativas e não teve uma boa performance financeira. Valentino colocou a culpa da falta de lucratividade do filme em sua separação de Rambova. Sem ela, Valentino retorna a Nova Iorque após o lançamento de The Young Rajah, sendo perseguido por repórteres constantemente. Ao mesmo tempo, Valentino pensou em não voltar aos estúdios de Jesse Lasky, mesmo ambos já tendo firmado contrato para o próximo filme, The Spanish Cavalier.

Mineralava Dance Tour

No final de 1922, Valentino conhece George Ullman, que viria a ser seu empresário. Ullman havia trabalhado com a Mineralava Beauty Clay Company, e os convenceu que Valentino era perfeito para ser orador, graças a sua legião de fãs.
A tour foi um tremendo sucesso, com Valentino e Rambova fazendo performances em 88 cidades nos EUA e Canadá. Além da tour, Valentino e Mineralava patrocinavam concursos e produtos de beleza. Um destes concursos foi filmado pelo jovem David O. Selznick, e intitulado Rudolph Valentino and His 88 Beauties.

Retorno aos Filmes

Quando Valentino retornou aos EUA (com uma oferta da Ritz-Carlton Pictures - que trabalhava com Jesse Lasky - e incluía $7,500 por semana, controle criativo e filmagem em Nova Iorque), Rambova negociou dois filmes com Jesse Lasky e quatro com a Ritz Carlton. Valentino aceitou, desistindo de uma oferta
italiana chamada Quo Vadis.
O primeiro filme com o novo contrato era Monsieur Beaucaire, onde Valentino interpretava o Duke de Chartres. O filme ficou ruim e a audiência americana achou "afeminado". A falha do filme, controlado por Rambova,
é considerada a prova para Valentino bani-la de seus sets .
Em 1924, Valentino fez o último filme para os estúdios de Jesse Lasky, The Sainted Devil, agora perdido. Tinha figurinos diferentes e uma história fraca.
Apesar disso, começou vendendo muito bem, tornando-se, logo, mais um desapontamento.
Com seu contrato cumprido, Valentino foi liberado por Jesse, mas obrigado a fazer os 4 filmes para a Ritz-Carlton. Seu filme seguinte foi The Hooded Falcon.
A produção começou mal, Valentino pediu a Mathis que o re-escrevesse.
Mathis levou isso como um insulto e não falou com Valentino por dois anos.
Rambova começou a trabalhar como figurinista, e re-escreveu o script de Falcon. Valentino foi persuadido a filmar Cobra, com Nita Naldi, mas também impôs suas condições: só o faria se ele não fosse lançado antes de The Hooded Falcon.


COBRA


Após filmar Cobra, o cast de The Hooded Falcon foi à França para a finalização do figurino. Depois de 3 meses, voltando à América, houve sensação devido a Valentino ter deixado a barba crescer para o filme. O grupo e os moldes foram preparados em Hollywood, mas muito do orçamento foi gasto somente na pré-produção.
Devido à despesa pródiga de Valentino em trajes e em jogos, Ritz-Carlton
terminou o negócio com a dupla (ele e Rambova).

Imagem



As mulheres o amaram e o pensaram como o ápice do romance.
E assim os homens americanos foram oprimidos, tendo aversão a seus filmes.
Como o tipo de Fairbanks era mais machão, Valentino acabou sendo visto como uma ameaça a todo o homem americano. Perguntaram em uma entrevista, a um homem comum,
o que pensava de Valentino:

“Muitos homens desejam ser um outro Douglas Fairbanks.
Mas Valentino? Eu quero saber…”




Valentino era triunfantemente sedutor. Colocava os maridos como nada, ou simplesmente como mais um item doméstico. Homens podiam ser como Fairbanks, mas copiavam o olhar de Valentino. Um homem com cabelo para trás perfeitamente lubrificado foi chamado um “Vaselino”.



Sua sexualidade era posta em questão. Alguns dizem que era só porque usava pomada para o cabelo, ou porque usava roupas engomadas, o tratamento que dava as mulheres, seus pensamento sobre elas e a sua aparência parcialmente andrógina. Além disso, há rumores de que seus casamentos tenham servido como fachada para a sexualidade dos casais, enquanto ele manteria um relacionamento com um jornalista.
Certamente, Valentino criticava duramente essas idéias.

Vida pessoal

Em 1919, antes da ascensão de sua carreira, Valentino casou-se impulsivamente com a atriz Jean Acker. Acker, que era lésbica, lamentou rapidamente a união e deixou Valentino fora de seu quarto na noite de núpcias. Separaram-se pouco depois, e o casamento acabou anulado por nunca ter sido consumado. Ficaram legalmente casados, porém, até 1921, quando Acker pediu o divórcio. Esse concedido, Acker ficou recebendo pensão. Apesar de seus comportamento disparatado e o uso do termo “Sra. Valentino” (um nome a que ela não teve nenhum direito legal),
ambos foram amigos até sua morte.

Valentino conheceu Natacha Rambova (figurinista, diretora de arte e protegida de Nazimova) durante as filmagens de Uncharted Seas, em 1921. Os dois trabalharam juntos no filme Camille, onde tiveram um envolvimento romântico. Casaram em 13 de maio de 1922, no México, e Valentino foi condenado por bigamia (pois não estava divorciado por um ano cheio, segundo as exigências da lei de Califórnia).
Tendo de esperar um ano para casar, ou ser preso, Rambova e Valentino viveram em apartamentos separados na cidade Nova Iorque, e a 14 de março de 1923 casaram-se legalmente.
Muitos amigos de Valentino não gostavam de Rambova e seu controle sobre o amigo. Durante seu relacionamento com Rambova, Valentino perdeu muitos amigos e sócios em negócios - incluindo June Mathis. Mais ao fim do casamento, Rambova foi banida dos sets de Valentino contratualmente. Divorciaram-se em 1925, amargamente, com Valentino não dando um dólar seu a Rambova.

A sexualidade de Valentino sempre foi objeto de especulação. Houve quem dissesse que ele era homossexual, tendo tido relacionamentos com ambos seus colegas de quarto Paul Ivano e Douglas Gerrad, e ainda Norman Kerry (abertamente homossexual), Jacques Herbertot e Andre Daven.
Um pouco antes de sua morte, Valentino estava tendo um relacionamento com a atriz Pola Negri. Negri fez uma cena em seu funeral, dizendo que eles haviam casado, o que até hoje não se sabe realmente.

Morte e Funeral


Em 15 de agosto de 1926, Valentino teve um colapso, no Hotel Ambassador, em Nova Iorque. Foi hospitalizado na Policlínica de Nova Iorque e submeteu-se a uma cirurgia referente a uma úlcera perfurada. A cirurgia foi bem sucedida e ele pareceu se recuperar. Infelizmente, abateu-se-lhe uma peritonite, que se propagou por todo o corpo. Morreu oito dias mais tarde.


Mais de 100.000 pessoas foram às ruas de Nova Iorque para oferecer as suas condolências. O evento em si era um drama próprio: a atriz Pola Negri desmoronou de histeria sob o caixão e janelas foram despedaçadas pelas fãs. Revelou-se mais tarde como um conluio de planejamento de publicidade. A missa fúnebre de Valentino em Nova Iorque ocorreu na igreja católica romana de "Malachy de Saint", chamada frequentemente de “capela do ator”, porque fica situada na rua do oeste 49th no distrito do teatro de Broadway, e tem uma associação longa com
figuras do show business.
Depois que o corpo de Valentino foi levado por trem através do país, um segundo funeral se deu na costa oeste, na igreja católica do bom pastor em Beverly Hills. June Mathis, seu grande amigo, ofereceu sua cripta para que Valentino fosse enterrado, pois seria uma solução provisória. Entretanto, Mathis morreu no ano seguinte e Valentino foi colocado na cripta adjacente. Os dois ainda estão enterrados lado a lado no cemitério de Hollywood.
Durante anos, em todos os aniversários de sua morte, uma mulher de negro colocou rosas em seu túmulo. Descobriu-se em 1945 que ela era Marion Brenda, que Valentino conhecera numa festa pouco antes de morrer. Ela afirmava ter se casado com ele, o que nunca foi comprovado.
Valentino deixou a sua mansão ao seu irmão, irmã e Teresa Werner (tia de Rambova).

Filmes sobre Valentino

A vida de Rudolph Valentino foi filmada para televisão e cinema. Uma destas biografias é o filme Valentino , de Ken Russell, no qual Valentino é retratado por Rudolf Nureyev.
Um filme mais profundo sobre o ator, igualmente chamado Valentino, foi lançado em 1951, onde Anthony Dexter é Valentino.
O curta metragem Daydreams of Rudolph Valentino, com ator Vladislav Kozlov como Valentino, foi apresentado no cemitério de Hollywood em 23/08/2006, marcando 80 anos da morte de Rodolfo Valentino.

Filmografia

My Official Wife (1914)
The Quest of Life (1916)
The Foolish Virgin (1916) (não-creditado)
Seventeen (não-creditado, 1916)
Alimony (1917)
A Society Sensation (1918)
All Night (1918)
The Married Virgin/Frivolous Wives (1918)
The Delicious Little Devil (1919)
The Big Little Person (1919)
A Rogue's Romance (1919)
The Homebreaker (1919)
Out of Luck (1919)
Virtuous Sinners (1919)
The Fog (1919)
Nobody Home (1919)
The Eyes of Youth (1919)
Stolen Moments (1920)
An Adventuress (1920)
The Cheater (1920)
Passion's Playground (1920)
Once to Every Woman (1920)
The Wonderful Chance (1920)
The Four Horsemen of the Apocalypse (1921) ("Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse")
Uncharted Seas (1921) ("Corações Cegos")
The Conquering Power (1921) ("Eugênia Grandet")
Camille (1921) ("Dama das Camélias")
The Sheik (1921) ("O Xeque")
Moran of the Lady Letty (1922) ("De Marujo a Comandante"/ "A Ferro e Fogo")
Beyond the Rocks (1922) ("Esposa Mártir")
Blood and Sand (1922) ("Sangue e Areia")
The Young Rajah (1922) ("O Jovem Rajá")
Monsieur Beaucaire (1924)
A Sainted Devil (1924) ("Pecador Divino")
Cobra (1925)
The Eagle (1925) ("O Águia")
The Son of the Sheik (1926) ("O Filho do Xeque")

domingo, 18 de julho de 2010

" CHARLES CHAPLIN "




Charles Spencer Chaplin Jr., KBE (Londres, 16 de Abril de 1889 — Corsier-sur-Vevey, 25 de Dezembro de 1977), mais conhecido como Charlie Chaplin, foi um actor, diretor, produtor, dançarino, roteirista e músico britânico. Chaplin foi um dos atores mais famosos do período conhecido como Era de Ouro do cinema dos Estados Unidos. Além de atuar, Chaplin dirigiu, escreveu, produziu e eventualmente compôs a trilha sonora de seus próprios filmes, tornando-se uma das personalidades mais criativas e influentes da era do cinema mudo. Chaplin foi fortemente influenciado por um antecessor, o comediante francês Max Linder, a quem ele dedicou um de seus filmes. Sua carreira no ramo do entretenimento durou mais de 75 anos, desde suas primeiras atuações quando ainda era criança nos teatros do Reino Unido durante a Era Vitoriana quase até sua morte aos 88 anos de idade. Sua vida pública e privada abrangia adulação e controvérsia. Juntamente com Mary Pickford, Douglas Fairbanks e D. W. Griffith, Chaplin co-fundou a United Artists em 1919. Em 2008, em uma resenha do livro Chaplin: A Life, Martin Sieff escreve: "Chaplin não foi apenas 'grande', ele foi gigantesco. Em 1915, ele estourou um mundo dilacerado pela guerra trazendo o dom da comédia, risos e alívio enquanto ele próprio estava se dividindo ao meio pela Primeira Guerra Mundial. Durante os próximos 25 anos, através da Grande Depressão e da ascensão de Hitler, ele permaneceu no emprego. Ele foi maior do que qualquer um. É duvidoso que algum outro indivíduo tenha dado mais entretenimento, prazer e alívio para tantos seres humanos quando eles mais precisavam." Por sua inigualável contribuição ao desenvolvimento da sétima arte, Chaplin é o mais homenageado cineasta de todos os tempos, sendo ainda em vida condecorado pelos governos britânico (Cavaleiro do Império Britânico) e francês (Légion d 'Honneur), pela Universidade de Oxford (Doutor Honoris Causa) e pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos (Oscar especial pelo conjunto da obra, em 1972). Seu principal e mais conhecido personagem é conhecido como Charlot, na França e no mundo francófono, na Itália, Espanha, Portugal, Grécia, Romênia e Turquia, e como Carlitos ou também "O Vagabundo" (The Tramp) no Brasil, um andarilho pobretão que possui todas as maneiras refinadas e a dignidade de um cavalheiro (gentleman), usando um fraque preto esgarçado, calças e sapatos desgastados e mais largos que o seu número, um chapéu-coco ou cartola, uma bengala de bambu e - sua marca pessoal - um pequeno bigode-de-broxa. Chaplin foi uma das personalidades mais criativas que atravessou a era do cinema mudo; atuou, dirigiu, escreveu, produziu e financiou seus próprios filmes. Foi também um talentoso jogador de xadrez e chegou a enfrentar o campeão estadunidense Samuel Reshevsky. A saúde de Chaplin começou a declinar lentamente no final da década de 1960, após a conclusão do filme A Countess from Hong Kong, e mais rapidamente após receber seu Oscar Honorário em 1972. Por volta de 1977, ele já tinha dificuldade para falar, e começou a usar uma cadeira de rodas. Chaplin morreu dormindo aos 88 anos de idade em conseqüência de um derrame cerebral, no Dia de Natal de 1977 em Corsier-sur-Vevey, Vaud, Suíça,fe foi enterrado no cemitério comunal. No dia 1 de março de 1978, seu corpo foi roubado da sepultura por um pequeno grupo de mecânicos suíços, na tentativa de extorquir dinheiro de sua família.O plano falhou, os ladrões foram capturados e condenados, o corpo foi recuperado onze semanas depois, perto do Lago Léman, e novamente enterrado em Corsier-sur-Vevey, mas desta vez a família mandou fazer um tampão de concreto de 6 pés (1,80 metro) de espessura protegendo o caixão do cineasta, para evitar novos problemas. No mesmo cemitério, há uma estátua de Chaplin em sua homenagem. Em 1991, Oona O'Neill, sua quarta e última esposa, faleceu e foi sepultada ao lado do cineasta.